Sou um ser inconstante, em processo de mutação e evolução. Dividida em várias partes, disformes e díspares. Algumas habitam a lua, outras se perdem na Terra.
Gosto de coisas belas; de orquídeas, gérberas, violetas e rosas vermelhas; de admirar o mar, o céu e as estrelas; de peixes coloridos, pássaros e cachorros. Aprecio a boa música, independente de gêneros, e também gosto do silêncio. Gosto de cinema, de livros, de artes plásticas.
Posso ser completamente muda e verborrágica, transparente como água cristalina ou caudalosa como um poço cujo fim não se pode visualizar.
Aprecio a sinceridade e a amizade – artigos em falta no mercado da vida; prefiro a dor da verdade à felicidade fugaz provocada pela mentira.
Queria ler mais livros e assistir a mais filmes e peças; queria (e deveria) ser disciplinada com a alimentação. Queria compreender matemática, mas os números não nunca me seduziram. Gostaria de conhecer melhor meu país e alguns outros. E aprender inglês, espanhol, japonês, francês, alemão, italiano… E publicar um livro sobre qualquer assunto de meu interesse. E isso… isto… aquilo… e mais algumas coisas.
Adoraria voltar a ter a inocência que tive na infância e ser capaz de enxergar a todos que me cercam de maneira diferente da que faço hoje. Gostaria de ter a pureza e a simplicidade de uma criança, e não prestar atenção à maldade e despeito das outras pessoas. Assim, viveria mais feliz comigo e com o mundo.
Além disso tudo, também sou uma jornalista em busca de meu lugar ao sol – ou no mercado de trabalho -, lutando para conquistar tudo o que eu tenho direito.


